O caso da TV em Barueri
Daqui alguns meses, vamos às urnas escolher os novos Deputados Estaduais e Federais, Senadores, Governadores e Presidente da República. Mesmo com o apontamento do Tribunal Superior Eleitoral de queda de 10% no número de votos brancos e nulos, falta muito para afirmarmos que o brasileiro passou a tratar esta ferramenta democrática com o devido respeito.
Se realizarmos uma pesquisa rápida em qualquer canto do país, certamente encontraremos uma lista de reclamações sobre sistemas de governo e figuras políticas. Também é garantido que a maior parte destes reclamantes não seja capaz de lembrar em quem votou nas últimas eleições.
Esse descompromisso, claro, tem conseqüências. Mensalões, propinas, favorecimentos, desvio de verba e de televisão. Sim, desvio de televisão! Trata-se de uma nova categoria na longa e diversificada lista de vergonhas da administração pública.
O programa humorístico CQC (Custe O Que Custar), exibido pela Rede Bandeirantes de Televisão, fez uma reportagem genial para testar a idoneidade do serviço público na cidade de Barueri, interior de São Paulo, escolhida por sorteio. A produção procurou a Secretaria de Municipal de Educação para fazer a suposta doação de uma TV LCD. A única condição imposta foi o direcionamento do eletrônico para uma escola da rede pública.
Acontece que foi embutido no aparelho um rastreador para certificar o destino e o prazo de entrega da doação. Passados três meses (sim, três meses!) nada de televisão em escola nenhuma de Barueri.
O que o CQC fez no quadro “Proteste Já”, pode ser feito por qualquer cidadão. Melhor, DEVE ser feito por TODOS os cidadãos.
Se o secretário de educação e o prefeito de Barueri ocupam estes cargos é porque a população local escolheu. Logo, a revisão de conceitos começa daí.
Uma vez eleitos e de posse das funções, cabe ao povo fiscalizar as ações propostas ainda em campanha e o que está sendo feito com o dinheiro público.
Em 2010 temos uma nova chance. Obviamente as coisas não se resolvem do dia para noite, mas é preciso um primeiro passo.
Veja a matéria do CQC e sinta vontade de mudar o país.
Sim, nós podemos!







