Foram 76 votos a favor e nenhum contra. Agora os políticos condenados na justiça ou em processos ainda não concluídos não podem mais ser candidatos.A aprovação histórica, que passou pelo senado nesta quinta-feira e aguarda sanção do presidente Lula, reflete uma sociedade cada vez mais preocupada e intolerante com os deslizes das governanças.
Além de resultados promissores para os próximos pleitos, a graça do projeto Ficha Limpa está na orquestra de uma ação genuinamente popular, motivada por uma insatisfação plena e pela consciência de que o poder é nosso. O povo disse chega… e isso é ótimo. Foram mais de 1,6 milhão de assinaturas, recolhidas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Tanta gente assim jamais seria ignorada pelo poder público.
O texto aprovado proíbe por oito anos a candidatura de condenados em última instância. No original, seria possível a aplicação ainda em primeira instância, mas já é uma bela vitória.
As eleições 2010 estão aí e o Ficha Limpa pode entrar em ação, caso o presidente faça a validação até 9 de junho.
Acompanhe o vídeo da campanha e a reportagem da Globo News sobre a aprovação.
Um de nossos leitores anotou: “Comecemos por discutir os privilégios e desigualdades e transformaremos o Brasil para melhor, com certeza.” Existe algum fundamento para o estabelecimento de privilégios? Há alguma possibilidade de sermos completamente iguais? Comecemos pela idéia de sermos iguais. As diferenças entre os humanos são conhecidas e formam um acervo não só biológico, como cultural e institucional. As sociedades são compostas assim, e diferenças que todos portamos e que nós mesmos nos impomos. Há uma vocação natural do ser humano para ser diferente, para ser indivíduo, assim como há, também, uma vocação natural para ser social, ser parte de um todo, identificar-se com outros por características comuns. A existência de diferenças, todavia, não pode eliminar o esforço na busca do bem. Perseverar em alcançar a excelência pessoal não pode ser impedido pelo só fato de alguém ser diferente dos outros. Há que se observar, todavia, que as diferenças imporão maiores ou menores dificuldades para cada um dos indivíduos, conforme influam essas diferenças no caminho da excelência. Aqueles para os quais as diferenças impõem menores dificuldades talvez sejam os detentores do privilégio, e visto nesse sentido o privilégio não é antiético ou imoral. Por outro lado, a excelência pessoal é referida à sociedade, e só existe se a sociedade a reconhece. Read more »
Estima-se que no Brasil, a perda financeira decorrente do contrabando supere R$ 23 bilhões. Com este valor, seria possível construir quase de um milhão de casas populares. Esta quantia que deixa de entrar nos cofres públicos também prejudica os direitos básicos do cidadão como educação, saúde, saneamento básico, transporte e moradia.
Além disso, o dinheiro que você paga para comprar um produto contrabandeado, por exemplo, continua circulando ilegalmente no país. Inevitavelmente, este dinheiro também passará pela mão de traficantes e financiará o crime organizado.
Portanto, este é o famoso caso do barato que sai caro. Você economiza em um aparelho eletrônico, mas paga mais na sociedade.
Nesta quinta-feira (3), o deputado Paulo Maluf (PP-SP) e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) foram acusados de ocultar cadáveres da ditadura militar. Eles ocupavam respectivamente os cargos de prefeito de São Paulo e chefe do Deops do estado de São Paulo.
Se condenados, perderam seus mandatos e aposentadorias.
A Lei nº 9140, de 4 de dezembro de 1995, reconheceu como mortas as pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979.
Dessa forma o Estado brasileiro reconheceu a responsabilidade no desaparecimento forçado de 136 pessoas relacionadas no Anexo I da Lei.
Nos últimos anos, diversos arquivos do período da ditadura estão sendo abertos.
Sim, nós podemos conhecer nossa história e punir os culpados por anos de sofrimento.