Construções Sustentáveis
A primeira construção sustentável do planeta foi erguida dos Estados Unidos, em 1993. Com o passar dos anos, o assunto foi ganhando força e está cada vez mais presente nas pautas de Políticas Públicas em todo o mundo.
No Brasil, as construções verdes custam em média 5% a 10% mais caras para prédios comerciais e de 2 a 4% para prédios residenciais.”Mas esse é o caro que sai barato. No Brasil, devido o número ainda reduzido de prédios em operação este retorno, a valorização tem sido ainda maior, cerca de 20% e uma redução nos custos operacionais de 25%, além da maior facilidade de venda destes imóveis”, disse o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
As edificações seguem um padrão de construção imposto pela Green Building Council dos Estados, as construções que se adequarem recebem o certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design ou Liderança em Energia e Design Ambiental) – o “selo verde” que atesta padrões de sustentabilidade a construções e planejamento urbano.

As construções “verdes” também são feitas para que o consumo de água e energia seja menor mesmo quando estiverem prontas. Para poder obter o certificado de maior edifício “verde” do mundo, o Taipei 101 (recebe o nome por ter 101 andares), em Taiwan, passará por reformas para atender às exigências.
Estudos feitos pelo USGBC mostram que empreendimentos sustentáveis podem trazer os seguintes benefícios:
- Aumento de produtividade: com o ambiente melhor, há diminuição de ausência de funcionários em 15%.
- Nas escolas notou-se 20% de melhora dos alunos nas provas;
- Os pacientes deixam o hospital mais cedo;
Benefícios para o meio ambiente:
- Consumo de energia: em média 30% menor;
- Consumo de Água: 30 a 50% menor;
- Redução da emissão de CO2: 35%;
- Geração de resíduos: redução de 50 a 90% – inclui materiais recicláveis e plano de gerenciamento de resíduos.
Bairros Sustentáveis
Estes bairros integram os princípios do crescimento inteligente, urbanismo e construção sustentável. Para ser considerado um bairro sustentável, o desenvolvimento da localização e concepção do empreendimento deve cumprir elevados níveis de responsabilidade ambiental e social. O Pedra Branca, em Palhoça, Santa Catarina, é um dos exemplos.
O projeto de novo urbanismo sustentável do bairro, com uma área de 2 milhões de metros quadrados, visa oferecer maior qualidade de vida aos usuários, sem abrir mão das comodidades da vida urbana. Em um só espaço, os moradores podem encontrar tudo o que precisam para viver, desde residências, escolas e pontos comerciais. O objetivo é atender todas as necessidades das pessoas para que elas tenham tudo em um só lugar e não precisem utilizar o carro para se locomover. Atualmente a Pedra Branca, lançado há dez anos, conta com lotes unidades unifamiliares, multifamiliares, comerciais e industriais, abriga quatro mil moradores, mais de 30 indústrias não poluentes, o campus de uma das maiores universidades do estado, a Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), que atende cerca de dez mil alunos. A Pedra Branca gera mais de 3,5 mil empregos. A idéia é que daqui a 15 anos, o bairro tenha 35 mil moradores e gere 15 mil novos empregos.
Você pode ter uma casa “Verde”
Você também pode colaborar com o meio ambiente e com o seu bolso fazendo pequenas reformas na sua casa. Os aquecedores solares são medidas baratas e eficazes. Faça um reservatório para reaproveitar a água da chuva.
“Se as pessoas fizerem coisas simples, como reciclar o lixo, trocar as lâmpadas de casa pelas econômicas, trocar a descarga por uma dual flush (três e seis litros). São atitudes simples que fazem toda a diferença para alcançar o maior desafio deste milênio: o consumo consciente”, finaliza Marcos Casado.






