Ética e Ação
Por Marcelo De Nardi – Juiz Federal
Viver em sociedade exige protagonismo, exige o cumprimento de papéis sociais esperados pelos outros, uma conformação a modelos estimados como ideais. Viver em sociedade, pois, representa agir como um partícipe, atendendo expectativas e formulando nossas expectativas para com os outros.
Nem sempre conseguimos atingir esses objetivos. Aliás, no mais das vezes nossas ações são imperfeitas, insatisfatórias.
Agimos optando entre papéis sociais distintos que se confundem no mesmo momento; somos filhos, pais, esposos, empregados, empregadores, consumidores, fornecedores. Cada um desses papéis sociais tem ideais e expectativas conflitantes com os demais. Escolhemos, usando o decantado “livre arbítrio”, alguma ação que nos pareça razoável em perseguir a felicidade própria e global. Essas escolhas implicam em descumprimento de expectativas de alguns partícipes da sociedade.
Não há sucesso pessoal que não implique a frustração da expectativa alheia. Para bem vivermos em sociedade devemos buscar a felicidade própria, combinando as ações dessa busca com a menor possibilidade de frustração alheia. Viver assim, produzindo o máximo de felicidade e satisfação própria e alheia, e gerando o mínimo de frustração própria e alheia, é o desafio da excelência pessoal.






É fácil defender o “status quo” quando se está acima e além do alcance da justiça. Por que juízes, magistrados, políticos e até militares (sic) são mais iguais que os meros iguais perante a lei. Comecemos por discutir os privilégios e desigualdades e transformaremos o Brasil para melhor, com certeza.
Para formarmos um mundo novo, é necessário que desenvolvamos em cada um de nós uma nova consciência. A consciência nova precisa ser praticada a partir do nosso próximo, assim saímos do egoísmo onde estamos allocados e expandimos a nossa atuação pelo mundo, numa atitude mais altruísta, verdadeira e abrangente.