No Mundo que Vem

“Estamos em 2019 e pelo quinto mês seguido ficamos dentro da meta de consumo da casa. Mais sete meses e vamos comemorar o bônus de isenção do IEC – Imposto sobre Emissões de Carbono.

 Semana que vem, minha sobrinha viaja para Inglaterra. Se formou em Engenharia de Embalagens. Foi selecionada e recebeu bolsa de uma indústria de alimentos. No primeiro emprego já está ganhando mais que o irmão médico.

 Mês que vem o preço do barril de água vai subir de novo! Está bem mais cara que o petróleo.

 Junho que vem faz 3 anos da Olimpíada do Rio, 100% sustentável. A maratona aquática foi disputada nas águas cristalinas da baía da Guanabara. Medalha de ouro da humanidade.

Ano que vem, vão soltar os donos das fábricas da periferia, que à noite desligavam os filtros de emissão de gases na atmosfera para cumprir a meta de economia de energia.”

Tem um mundo sustentável a caminho e mesmo depois de tantos prejuízos atmosféricos, confrontos políticos, tratados acadêmicos, ainda  grande parte das pessoas e empresas não se deu conta disso. Agem como se o Aquecimento Global fosse mais um reality show.

Eduardo Petit (12)Por Eduardo Petit

Sócio Diretor da MaxAmbiental S.A.

Por outro lado, a sociedade busca modelos de colaboração entre as práticas pessoais para a melhoria das condições de vida no planeta e não encontra caminhos. 

Estamos no limiar de passagem para um novo mundo. O modelo econômico mundial está migrando do Capitalismo Financeiro para o Capitalismo Sustentável. As ameaças apontam um caminho sem volta. A dúvida está na velocidade que vamos imprimir às mudanças de hábitos e processos necessários para reverter a concentração do CO2 da atmosfera.

A tecnologia necessária está disponível. Os recursos para financiá-las existem e só dependem de consenso político para a implementação de políticas públicas de substituição das fontes para energias renováveis.   

Reverter a situação vai depender do grau de conscientização da sociedade global em alterar radicalmente seus hábitos e comportamentos. Esta missão vai caber às escolas e às empresas.

O resultado das escolas vai levar mais 2 ou 3 gerações. O que deixa na mão das empresas a urgência da missão.  Dentre todos, são as que melhor podem determinar alterações de comportamento, de processos e treinamento. Até que se tornem hábitos e se multipliquem por toda sociedade.

No mundo que vem queremos comemorar a vitória da humanidade. De uma geração que enfrentou a força da natureza e provou que a raça humana, quando age coletivamente, pensado na preservação da espécie, pode vencer obstáculos descomunais.

Eduardo Petit (12)Por Eduardo Petit

Sócio Diretor da MaxAmbiental S.A.

One Response to “No Mundo que Vem”

  1. Marat disse:

    olá

    Brilhante visão de futuro próximo, como vivo na área pública e não tenho poder de decisão posso apenas compartilhar os ideais colocados pelo autor como mais um cidadão herdeiro do planeta (fruto) que semearmos…

    Marat

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