Ética e Conflito

 Marcelo De Nardi Por Marcelo De Nardi – Juiz Federal

A vida humana em sociedade implica escolhas. A satisfação da pretensão de todos implica que os recursos escassos hão de ser compartilhados, e há de haver alguma ordem para sua distribuição, quando menos não seja através da força bruta. Não só os bens materiais se submetem a esse paradigma: também o poder político, o prazer espiritual, o relacionamento com o cônjuge implicam escolhas e supressão de alternativas.

Há muitas parábolas sobre escolhas. São recorrentes para mim a da “Prancha de Carneades” (juridicamente traz o corolário da excludente de antijuridicidade da legítima defesa), e a da “Escolha de Sofia”. Ilustram as perdas associadas às escolhas, o modo como se há de valorar cada uma delas, e situações em que escolher se tornará muito difícil. Em ambas está em jogo o valor muitas vezes tido como máximo: a vida humana.

Formular escolhas, exercitar o livre arbítrio, é a sina do homem. A vida em sociedade exige que ajamos de forma a poder prover a nós mesmos satisfação das nossas necessidades (físicas, emocionais, espirituais), ao mesmo tempo em que não podemos suprimir dos demais integrantes da sociedade a possibilidade de prover para si próprios.

O viver ético nos impõe formular nossas escolhas suprimindo necessidades próprias e haurindo bens conforme uma escala de valores que elegemos para nortear nossa vida. Muitas vezes esses valores – que são identificados pela sociedade – estarão em conflito; seremos julgados pelas escolhas que fizermos nessas oportunidades.

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Ética e Ação

Marcelo De Nardi  Por Marcelo De Nardi – Juiz Federal 

     Viver em sociedade exige protagonismo, exige o cumprimento de papéis sociais esperados pelos outros, uma conformação a modelos estimados como ideais. Viver em sociedade, pois, representa agir como um partícipe, atendendo expectativas e formulando nossas expectativas para com os outros.
Nem sempre conseguimos atingir esses objetivos. Aliás, no mais das vezes nossas ações são imperfeitas, insatisfatórias.
Agimos optando entre papéis sociais distintos que se confundem no mesmo momento; somos filhos, pais, esposos, empregados, empregadores, consumidores, fornecedores. Cada um desses papéis sociais tem ideais e expectativas conflitantes com os demais. Escolhemos, usando o decantado “livre arbítrio”, alguma ação que nos pareça razoável em perseguir a felicidade própria e global. Essas escolhas implicam em descumprimento de expectativas de alguns partícipes da sociedade.
Não há sucesso pessoal que não implique a frustração da expectativa alheia. Para bem vivermos em sociedade devemos buscar a felicidade própria, combinando as ações dessa busca com a menor possibilidade de frustração alheia. Viver assim, produzindo o máximo de felicidade e satisfação própria e alheia, e gerando o mínimo de frustração própria e alheia, é o desafio da excelência pessoal.

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Fortalecer a base, sim nós podemos!

 Foto_Silvia_MoraisPor Silvia Morais - Especialista em Responsabilidade Social

  Um governo é eficaz e participativo como resultado de uma sociedade capaz e consciente das vantagens de um ambiente democrático ou é um governo capaz e participativo que gera uma sociedade consciente e capaz de decidir seu próprio rumo?

Atrevo-me a dizer que nenhum governo se faz eficiente, se não tiver uma sociedade civil capaz de ser um espaço de exercício da cidadania e da democracia e possuir uma enorme articulação com a comunidade na qual está inserida, dando espaço para que todos protagonizem sua própria trajetória política e social.

Uma sociedade civil de base, fortalecida nos aspectos democráticos, de transparência e participação é fundamental para o processo de descentralização do governo, iniciado na década de 80 em grande parte dos países latino-americanos, delegando poderes e responsabilidades aos municípios na implantação e implementação de políticas públicas. O processo de descentralização gerou um novo modelo relação cidadão-governo, dando uma maior possibilidade de participação para este cidadão no contexto em que está inserido e no qual o governo municipal, por estar também estar mais próximo, tenderá a ter maior conhecimento das especificidades históricas, sociais e políticas deste território. Read more »

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No Mundo que Vem

“Estamos em 2019 e pelo quinto mês seguido ficamos dentro da meta de consumo da casa. Mais sete meses e vamos comemorar o bônus de isenção do IEC – Imposto sobre Emissões de Carbono.

 Semana que vem, minha sobrinha viaja para Inglaterra. Se formou em Engenharia de Embalagens. Foi selecionada e recebeu bolsa de uma indústria de alimentos. No primeiro emprego já está ganhando mais que o irmão médico.

 Mês que vem o preço do barril de água vai subir de novo! Está bem mais cara que o petróleo.

 Junho que vem faz 3 anos da Olimpíada do Rio, 100% sustentável. A maratona aquática foi disputada nas águas cristalinas da baía da Guanabara. Medalha de ouro da humanidade.

Ano que vem, vão soltar os donos das fábricas da periferia, que à noite desligavam os filtros de emissão de gases na atmosfera para cumprir a meta de economia de energia.”

Tem um mundo sustentável a caminho e mesmo depois de tantos prejuízos atmosféricos, confrontos políticos, tratados acadêmicos, ainda  grande parte das pessoas e empresas não se deu conta disso. Agem como se o Aquecimento Global fosse mais um reality show.

Eduardo Petit (12)Por Eduardo Petit

Sócio Diretor da MaxAmbiental S.A.

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Ética Individual

Podemos pensar que o outro está errado. Podemos atribuir-lhes a imoralidade, o crime, a culpa. É da essência humana valorar, julgar os fenômenos que se nos deparam pela vida, apontar o dedo ao outro e imputar a falha.

Vivemos em sociedade, e há de haver regras de convivência para que isso seja possível. A questão da face social do homem é tão relevante, e tão confrontante com sua face julgadora, que se evidencia nas mais encarniçadas disputas, e nas mais afetuosas ações caridosas.

Como compatibilizar essas faces do mesmo homem? Onde estão as tábuas de valores universais, válidas para todos os homens, para todos os momentos e todas as situações?

Marcelo De Nardi Por Marcelo De Nardi

Juíz Federal 

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